Dicionário de Termos na Umbanda

Um pequeno dicionário, com termos em Yorubá, utilizados no dia-a-dia das religiões de matriz africana, acrescentado de alguns em nossa língua, além de alguns “dialetos regionais”.

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CATIMBO

vd. Candomblés.

CAURIS
CAXIXI

Chocalho de cabaça e de vime trançado, contendo sementes ou seixos. Em alguns casos, vasilhames rituais em miniatura.

CESTO-DA-CRIAÇÃO

O saco-de-existência (àpò aiyé), que, na cosmologia do povo-de-santo, Olódùmarè deu a Obàtálá para que criasse o mundo a flor das águas primordiais. Foi, no entanto, Odùduwà quem verteu o seu conteúdo sobre a superfície das águas.

CONGO
CONTRA-EGUN

Trança de palha-da-costa que os neófitos trazem amarrada nos dois braços, logo abaixo do ombro, com a finalidade de afastar os espíritos dos mortos.

BABAÇUÉS

vd. Candomblés.

BÀBÁLÁWO

Sacerdote encarregado dos procedimentos divinatórios mediante o òpèlè de Ifá, ou rosário-de-Ifá.

BABALORIXÁ

Sacerdote chefe de uma casa-de-santo. Grau hierárquico mais elevado do corpo sacerdotal, a quem cabe a distribuição de todas as funções especializadas do culto. É o mediador por excelência entre os homens e os òrìsà. 0 equivalente feminino é denominado ialorixá. Na linguagem popular, são consagrados os termos pai e mãe-de-santo. Nos candomblés jeje – doté e vodunô; e nos angola – tata de inkice.

BABALOSSAIN
BANHA-DE-ORI

Espécie de gordura vegetal obtida pelo processamento das amêndoas do fruto de uma árvore africana que é vendida nos mercados brasileiros para uso ritual nas casas-de-santo. Diz-se também "banha-de-Oxalá" e "limo-da-costa". A mesma denominação é dada a gordura de origem animal extraída do carneiro.

BANHOS

vd. Àgbo. vd. Amacis.

BARCO

Termo que designa o grupo dos que se iniciam em conjunto. Suas dimensões são variáveis. Há barcos de mais de vinte neófitos e "barcos-de-um-só". Através do barco se consegue a primeira hierarquização dos seus membros na carreira iniciática. Como unidade de iniciação gera obrigações e precedências imperativas entre os irmãos-de-barco ou irmãos-de-esteira.

BARRACÃO

vd. Casa-de-santo.

BATUCAJÉ

Com este termo costumava designar-se a percussão que acompanha as danças nos terreiros; por extensão designa também as danças.

BATUQUES

vd. Batucajé. vd. Candomblés.

BOMBOJIRA
BORÍ

Ritual que, juntamente com a lavagem-de-contas, abre o ciclo iniciático. Fora deste ciclo, rito terapêutico. Em ambos os casos, consiste em "dar de comer e beber a cabeça".

BÚZIOS

Tipos de conchas de uso recorrente na vida cerimonial dos candomblés. Especialmente servem às práticas do dilogun – sistema divinatório onde são empregados geralmente dezesseis búzios.

ARREBATE

Abertura rítmica das cerimonias publicas dos candomblés. 0 modo vibrante de tocar os atabaques (vd.); eqüivale a uma convocação.

ANGOMBAS
ÀSE

Termo de múltiplas acepções no universo dos cultos: designa principalmente o poder e a força vital. Além disso, refere-se ao local sagrado da fundação do terreiro, tanto quanto a determinadas porções dos animais sacrificiais, bem como ao lugar de recolhimento dos neófitos (vd. Runko). É usado ainda para designar na sua totalidade a casa-de-santo e a sua linhagem.

ASSENTAMENTO

Objetos ou elementos da natureza (pedra, árvore, etc.) cuja substância e configuração abrigam a força dinâmica de uma divindade. Consagrados, são depositados em recintos apropriados de uma casa-de-santo. A centralidade do conjunto é dada por um òta, pedra-fetiche do òriìsà (vd.).

ATABAQUES

Trio de instrumentos de percussão semelhantes a tambores que orquestram os ritos de candomblé. Apresentam-se em registro grave, médio e agudo, sendo chamados respectivamente Rum, Rumpi e Lé (ou Runlé). Nos candomblés angola são chamados de Angombas. Sua utilização no âmbito das cerimonias, cabe a especialistas rituais (vd. Alabê e Ogã).

AXOGUN

Importante especialista ritual encarregado de sacrificar, segundo regras precisas, animais destinados ao consumo votivo.

ANGOLA
ANIL
AMACIS (ou AMASSIS)

Abluções rituais ou banhos purificatórios feitos com o líquido resultante da maceração de folhas frescas. Entram geralmente em sua composição as folhas votivas do òrìsà do chefe-de-terreiro do iniciando, e as assim chamadas '"folhas de nação" (vd.).

ALIÀSE
ALÉKESSI

Planta dedicada a Òsóòsi (vd.). Também conhecida como São Gonçalinho – Casaina silvestre, SW. F LACOURTIACEAE.

ALAMORERE

vd. Òòsàálá.

ALABÊ

Título que designa o chefe da orquestra dos atabaques (vd.) encarregado de entoar os cânticos das distintas divindades.

ÁLÁ

Pano branco usado ritualmente como pálio para dignificar os òrìsà (vd.) primordiais. Geralmente feito de morim.

AKIDAVIS

Nome dado nos candomblés Kétu e Jeje (vd. Nação) as baquetas feitas de pedaços de galhos de goiabeiras ou araçazeiros, que servem para percutir os atabaques (vd.).

ÀKÀSA

Bolinhos de massa fina de milho ou farinha de arroz cozidos em ponto de gelatina e envoltos, ainda quentes, em pedacinhos de folha de bananeira. (Acaçá)

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Ogan Basílio D'Xangô

Advogado, umbandista, defensor das causas do povo de santo.

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